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Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
- Por: Larissa Prado
- Data: 11/06/2008
- FILMES CULT
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Ranking:




Jim Carrey e Kate Winslet brilham
Em Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (2004), Joel (Jim Carrey) é tímido, reservado e metódico. O tipo de pessoa que tem medo de viver e ainda que deseje desesperadamente encontrar alguém que consiga retirá-lo de sua concha. Clementine (Kate Winslet) é o oposto: extrovertida, impulsiva, espontânea, vive intensamente cada momento. Mas por trás da fachada de mulher independente, tudo o que ela deseja é alguém capaz de amá-la como ela é. Duas carências que se encontram, complementam-se e também se chocam.

Depois de uma briga, Clementine decide contratar a empresa Lacuna para apagar Joel de sua memória. Joel, magoado, também resolve fazer o mesmo. Seria como se o relacionamento nunca tivesse acontecido. Uma suposta oportunidade para uma nova vida. No entanto, quando Joel começa a apagar Clementine, ele percebe que não quer mais esquecer seu grande amor. Começa, então, a luta de Joel, preso na sua própria mente, para impedir que os médicos façam sua Clementine sumir.
Por trás de um argumento que poderia nos levar a acreditar que estamos assistindo a um filme de ficção ou a uma comédia, temos uma bela história de amor. Brilho Eterno não é um filme de amor típico de Hollywood, cheio de suspiros e paixões avassaladoras, mas sim uma história de amor tal qual ocorre na vida real. As dificuldades de comunicação, as discussões, a insegurança, a ternura, a consciência de que o parceiro não é perfeito. Joel e Clementine são tão plausíveis e palpáveis que a identificação com o filme é imediata. Todos nós temos uma lembrança dolorosa que gostaríamos de apagar. Mas, o que seria de nós sem o nosso passado, sem nossas experiências?
Em Brilho Eterno, o roteirista Charlie Kaufman e o diretor Michael Gondry nos levam a uma viagem de sensações. O filme se passa em dois planos distintos: o da realidade no qual trabalham os médicos da Lacuna para apagarem a mente de Joel, e o plano das lembranças da personagem. Essa divisão é apenas um artifício para se contar a história de amor entre Joel e Clementine. É um flashback nada convencional. Aliás, a grande sacada do filme é não contar a história de uma maneira linear. Kate Winslet e Jim Carrey brilham em papeis bem diferentes do que estão acostumados a fazer no cinema. Colocar Winslet extrovertida e Carrey contido é uma idéia que funciona muito bem. Jim Carrey surpreende naquele que talvez seja seu melhor papel no cinema. Kate Winslet prova mais uma vez que é uma grande atriz. A química dos atores em cena é tão contagiante que expectador torce o tempo todo para que eles se reencontrem.
O filme também conta com ótimas atuações de Mark Rufallo, Kirsten Dunst, Elijah Wood, Tom Wilkinson, todos eles trabalham na Lacuna, empresa que apaga a memória das personagens de Wislet e Carrey. Os efeitos visuais dão o tom surreal e a bela trilha sonora dá o tom emotivo. A poesia também está presente através de belas imagens, como as cenas dos elefantes nas ruas, enquanto Kirsten Dunst recita um trecho do poema de Alexander Pope e a cena que Joel e Clementine acordam numa praia cheia de neve. Não foi a toa que Charlie Kaufman ganhou o Oscar de melhor roteiro original. Na realidade, o filme propõe uma reflexão sobre a superficialidade das relações no mundo atual, no qual as pessoas sentem medo de se envolverem, buscando apenas o prazer fugaz e momentâneo dos relacionamentos.

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças é um filme inesquecível. Acredito que nem a Lacuna poderia apagar o brilho desse filme.
Curiosidades:
- Trecho do poema que a personagem de Kirsten Dunst recita no filme: “Feliz é o destino da inocente vestal, esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Toda prece é ouvida e toda graça se alcança”. Alexander Pope .
- O título Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças foi retirado do poema "Eloisa to Abelard", de autoria de Alexander Pope;
- Este é 2º filme do diretor Michel Gondry. O anterior foi A Natureza Quase Humana (2001), fruto também de uma parceria com Charlie Kaufman; - Nicolas Cage esteve cotado para estrelar o filme;
- Brilho Eterno rendeu o Oscar de melhor roteiro original para Charlie Kaufman e a quarta indicação ao Oscar para Kate Winslet.
Ficha técnica
Título Original: Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Gênero: Comédia Romântica
Tempo de Duração: 108 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2004
Estúdio: Blue Ruin / This Is That Productions / Focus Features / Anonymous Content
Distribuição: Focus Features / UIP / TriStar Pictures S.A.
Direção: Michel Gondry
Roteiro: Charlie Kaufman, baseado em estória de Charlie Kaufman, Michel Gondry e Pierre Bismuth
Produção: Anthony Bregman e Steve Golin
Música: Jon Brion
Fotografia: Ellen Kuras
Desenho de Produção: Dan Leigh
Direção de Arte: David Stein
Figurino: Melissa Toth
Edição: Valdís Óskarsdóttir
Efeitos Especiais: Custom Films Effects
Elenco
Jim Carrey (Joel Barish)
Kate Winslet (Clementine Kruczynski)
Gerry Robert Byrne (Condutor de trem)
Elijah Wood (Patrick)
Thomas Jay Ryan (Frank)
Mark Ruffalo (Stan)
Jane Adams (Carrie)
David Cross (Rob)
Kirsten Dunt (Mary)
Tom Wilkinson (Dr. Howard Mierzwiak)
Ryan Whitney (Joel - jovem)
Debbon Ayer (Mãe de Joel)
Deirdre O’Connell (Hollis)

Depois de uma briga, Clementine decide contratar a empresa Lacuna para apagar Joel de sua memória. Joel, magoado, também resolve fazer o mesmo. Seria como se o relacionamento nunca tivesse acontecido. Uma suposta oportunidade para uma nova vida. No entanto, quando Joel começa a apagar Clementine, ele percebe que não quer mais esquecer seu grande amor. Começa, então, a luta de Joel, preso na sua própria mente, para impedir que os médicos façam sua Clementine sumir.
Por trás de um argumento que poderia nos levar a acreditar que estamos assistindo a um filme de ficção ou a uma comédia, temos uma bela história de amor. Brilho Eterno não é um filme de amor típico de Hollywood, cheio de suspiros e paixões avassaladoras, mas sim uma história de amor tal qual ocorre na vida real. As dificuldades de comunicação, as discussões, a insegurança, a ternura, a consciência de que o parceiro não é perfeito. Joel e Clementine são tão plausíveis e palpáveis que a identificação com o filme é imediata. Todos nós temos uma lembrança dolorosa que gostaríamos de apagar. Mas, o que seria de nós sem o nosso passado, sem nossas experiências?
Em Brilho Eterno, o roteirista Charlie Kaufman e o diretor Michael Gondry nos levam a uma viagem de sensações. O filme se passa em dois planos distintos: o da realidade no qual trabalham os médicos da Lacuna para apagarem a mente de Joel, e o plano das lembranças da personagem. Essa divisão é apenas um artifício para se contar a história de amor entre Joel e Clementine. É um flashback nada convencional. Aliás, a grande sacada do filme é não contar a história de uma maneira linear. Kate Winslet e Jim Carrey brilham em papeis bem diferentes do que estão acostumados a fazer no cinema. Colocar Winslet extrovertida e Carrey contido é uma idéia que funciona muito bem. Jim Carrey surpreende naquele que talvez seja seu melhor papel no cinema. Kate Winslet prova mais uma vez que é uma grande atriz. A química dos atores em cena é tão contagiante que expectador torce o tempo todo para que eles se reencontrem.
O filme também conta com ótimas atuações de Mark Rufallo, Kirsten Dunst, Elijah Wood, Tom Wilkinson, todos eles trabalham na Lacuna, empresa que apaga a memória das personagens de Wislet e Carrey. Os efeitos visuais dão o tom surreal e a bela trilha sonora dá o tom emotivo. A poesia também está presente através de belas imagens, como as cenas dos elefantes nas ruas, enquanto Kirsten Dunst recita um trecho do poema de Alexander Pope e a cena que Joel e Clementine acordam numa praia cheia de neve. Não foi a toa que Charlie Kaufman ganhou o Oscar de melhor roteiro original. Na realidade, o filme propõe uma reflexão sobre a superficialidade das relações no mundo atual, no qual as pessoas sentem medo de se envolverem, buscando apenas o prazer fugaz e momentâneo dos relacionamentos.

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças é um filme inesquecível. Acredito que nem a Lacuna poderia apagar o brilho desse filme.
Curiosidades:
- Trecho do poema que a personagem de Kirsten Dunst recita no filme: “Feliz é o destino da inocente vestal, esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Toda prece é ouvida e toda graça se alcança”. Alexander Pope .
- O título Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças foi retirado do poema "Eloisa to Abelard", de autoria de Alexander Pope;
- Este é 2º filme do diretor Michel Gondry. O anterior foi A Natureza Quase Humana (2001), fruto também de uma parceria com Charlie Kaufman; - Nicolas Cage esteve cotado para estrelar o filme;
- Brilho Eterno rendeu o Oscar de melhor roteiro original para Charlie Kaufman e a quarta indicação ao Oscar para Kate Winslet.
Ficha técnica
Título Original: Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Gênero: Comédia Romântica
Tempo de Duração: 108 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2004
Estúdio: Blue Ruin / This Is That Productions / Focus Features / Anonymous Content
Distribuição: Focus Features / UIP / TriStar Pictures S.A.
Direção: Michel Gondry
Roteiro: Charlie Kaufman, baseado em estória de Charlie Kaufman, Michel Gondry e Pierre Bismuth
Produção: Anthony Bregman e Steve Golin
Música: Jon Brion
Fotografia: Ellen Kuras
Desenho de Produção: Dan Leigh
Direção de Arte: David Stein
Figurino: Melissa Toth
Edição: Valdís Óskarsdóttir
Efeitos Especiais: Custom Films Effects
Elenco
Jim Carrey (Joel Barish)
Kate Winslet (Clementine Kruczynski)
Gerry Robert Byrne (Condutor de trem)
Elijah Wood (Patrick)
Thomas Jay Ryan (Frank)
Mark Ruffalo (Stan)
Jane Adams (Carrie)
David Cross (Rob)
Kirsten Dunt (Mary)
Tom Wilkinson (Dr. Howard Mierzwiak)
Ryan Whitney (Joel - jovem)
Debbon Ayer (Mãe de Joel)
Deirdre O’Connell (Hollis)
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5 Responses to "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças" 
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Enviado em 01 Jul 2008 7:59:08 PM CST
Este filme, um dos melhores que já vi, é daqueles tipos que quando você acaba de ver, fica com uma angústia entalada na garganta.
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Enviado em 22 Aug 2008 10:31:14 PM CST
-Ser/sentir-se apagado-
”Pois é... de fato, uma sensação ruim. É como querer gritar quando se está sonhando, sem ninguém poder ouvir. É como lutar contra o tempo, contra tudo e todos para agarrar-se à pessoa desejada, e vê-la se desfazendo frente a seus olhos. É como se sentir apagado e incomensuravelmente querer se agarrar de qualquer jeito às lembranças... e nelas permanecer: é como não existir mais fora delas.” |
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Enviado em 12 Jan 2009 3:37:49 PM CST
Excelente filme e melhor atuação do Jim Carrey até hoje
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Enviado em 31 Mar 2009 10:20:29 PM CST
Filme maravilhoso
Gostei muito do artigo tb, parabéns! |
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Enviado em 14 May 2009 8:06:54 PM CST
Bravo!!!
Perfeito artigo! Este é um dos meus filmes favoritos e escrevi tb sobre ele, numa analise psicanalitica. Parabens! Otima escolha! abs |

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