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Quadrinhos e cinema
- Por: Larissa Prado
- Data: 11/06/2008
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Essa mistura dá filme
Os quadrinhos são fontes inesgotáveis para a criação de sucessos de bilheterias no cinema. Depois de “Homem-Aranha”(2002), único filme da história a arrecadar US$ 115 milhões no seu fim de semana de estréia, o mercado cinematográfico apostou ainda mais no potencial lucrativo desse filmes. Mas, as ligações entre as histórias em quadrinhos e o cinema são mais antigas e profundas. Quadrinhos e cinema surgiram no final do século XIX sob o impacto sócio-cultural das sociedades de massas.

HellBoy também é uma das boas adaptações
Os quadrinhos começavam a se popularizar nos jornais diários, enquanto o cinema dava os primeiros passos com as tecnologias de filmagem desenvolvidas pelos irmãos Lumiére. Devido a esse surgimento contemporâneo dos quadrinhos e do cinema, as características de cada um se entrelaçam: ambos são meios de expressão através da imagem e da palavra, possuem um ritmo visual determinado e utilizam de recursos de montagem.
Existem muitas dúvidas sobre o que teria surgido primeiro e em qual das linguagens. Iluminação, enquadramentos, profundidade de campo são algumas das semelhanças e influências mútuas entre cinema e quadrinhos. Apesar das primeiras adaptações dos quadrinhos para o cinema causarem fascínio, como Flash Gordon(1936), foi no final dos anos 70 que a profunda ligação entre quadrinhos e cinema começou a ser melhor percebida pelo grande público. Nessa época começaram a surgir grandes produções hollywoodianas baseadas em adaptações de conhecidos personagens de quadrinhos, podemos citar como referência de sucesso o clássico Super-Homem (1978).
No final dos anos 80 vieram outras produções como o Batman (1989), aquele mesmo que o Jack Nilcholson (coringa) rouba a cena de Michael Keaton (batman). Batman já era um personagem que já havia recebido algumas adaptações, tanto em longa metragem como em seriado para a televisão nos anos 60. Mas o filme de Tim Burton conseguiu alcançar patamares gigantescos que renderam outras continuidades nos anos 90. Dick Trace (1990) também é um bom exemplo onde a estética das histórias em quadrinhos é presença forte. Warren Beatty produziu, dirigiu e atuou como o protagonista da história. Além dele, Madonna vive Breathless Mahoney, uma cantora de casa noturna, Al Pacino é Big Boy Caprice, um dos chefões dá máfia na cidade e Dustin Hoffman faz uma atuação hilária como Mumbles, um dos capangas de Big Boy. O que chama atenção nesse filme é o colorido e a maquiagem perfeita que trás para as telas a atmosfera dos quadrinhos.

Chega o século XXI e com ele o “boom” de adaptações de histórias em quadrinhos para o cinema. X-Man (2000), Hulk (2003), O Demolidor (2003), Mulher Gato (2004), O Quarteto Fantástico (2005). Isso só para citar alguns. É claro que o advento da tecnologia facilitou muito essas produções, um bom exemplo é a adaptação de Sin City (2005) cujo as cenas são idênticas aos ângulos, formas e cores dos quadrinhos de Frank Miller. Lamentável é que algumas produções se prendem tanto ao visual e dispensam uma grande atuação do elenco, se for comparar, em alguns casos, eu prefiro ler os quadrinhos.
Adaptações sempre enfrentam esses problemas: as comparações. Primeiro, por causa dos fãs de quadrinhos, que nunca estão satisfeitos com os resultados. Mas existem muitos fatores que as produções enfrentam, como por exemplo, restrições orçamentárias e técnicas. Muitos filmes foram produzidos em épocas que não se possuía tecnologia para transpor os efeitos para as telas. Por enquanto, vamos aproveitar esta fase das grandes adaptações, ainda teremos boas surpresas com os heróis e vilões inspirados nos quadrinhos.

HellBoy também é uma das boas adaptações
Os quadrinhos começavam a se popularizar nos jornais diários, enquanto o cinema dava os primeiros passos com as tecnologias de filmagem desenvolvidas pelos irmãos Lumiére. Devido a esse surgimento contemporâneo dos quadrinhos e do cinema, as características de cada um se entrelaçam: ambos são meios de expressão através da imagem e da palavra, possuem um ritmo visual determinado e utilizam de recursos de montagem.
Existem muitas dúvidas sobre o que teria surgido primeiro e em qual das linguagens. Iluminação, enquadramentos, profundidade de campo são algumas das semelhanças e influências mútuas entre cinema e quadrinhos. Apesar das primeiras adaptações dos quadrinhos para o cinema causarem fascínio, como Flash Gordon(1936), foi no final dos anos 70 que a profunda ligação entre quadrinhos e cinema começou a ser melhor percebida pelo grande público. Nessa época começaram a surgir grandes produções hollywoodianas baseadas em adaptações de conhecidos personagens de quadrinhos, podemos citar como referência de sucesso o clássico Super-Homem (1978).
No final dos anos 80 vieram outras produções como o Batman (1989), aquele mesmo que o Jack Nilcholson (coringa) rouba a cena de Michael Keaton (batman). Batman já era um personagem que já havia recebido algumas adaptações, tanto em longa metragem como em seriado para a televisão nos anos 60. Mas o filme de Tim Burton conseguiu alcançar patamares gigantescos que renderam outras continuidades nos anos 90. Dick Trace (1990) também é um bom exemplo onde a estética das histórias em quadrinhos é presença forte. Warren Beatty produziu, dirigiu e atuou como o protagonista da história. Além dele, Madonna vive Breathless Mahoney, uma cantora de casa noturna, Al Pacino é Big Boy Caprice, um dos chefões dá máfia na cidade e Dustin Hoffman faz uma atuação hilária como Mumbles, um dos capangas de Big Boy. O que chama atenção nesse filme é o colorido e a maquiagem perfeita que trás para as telas a atmosfera dos quadrinhos.

Chega o século XXI e com ele o “boom” de adaptações de histórias em quadrinhos para o cinema. X-Man (2000), Hulk (2003), O Demolidor (2003), Mulher Gato (2004), O Quarteto Fantástico (2005). Isso só para citar alguns. É claro que o advento da tecnologia facilitou muito essas produções, um bom exemplo é a adaptação de Sin City (2005) cujo as cenas são idênticas aos ângulos, formas e cores dos quadrinhos de Frank Miller. Lamentável é que algumas produções se prendem tanto ao visual e dispensam uma grande atuação do elenco, se for comparar, em alguns casos, eu prefiro ler os quadrinhos.
Adaptações sempre enfrentam esses problemas: as comparações. Primeiro, por causa dos fãs de quadrinhos, que nunca estão satisfeitos com os resultados. Mas existem muitos fatores que as produções enfrentam, como por exemplo, restrições orçamentárias e técnicas. Muitos filmes foram produzidos em épocas que não se possuía tecnologia para transpor os efeitos para as telas. Por enquanto, vamos aproveitar esta fase das grandes adaptações, ainda teremos boas surpresas com os heróis e vilões inspirados nos quadrinhos.







