CINEMA NACIONAL

Só filmes brasileiros.

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    Estômago


    Em estômago, João Miguel interpreta Raimundo Nonato, um imigrante que vai tentar a vida em São Paulo e, de cara, vai trabalhar como faxineiro em um boteco imundo, onde descobre que possui um talento nato para a cozinha. Com suas coxinhas e pastéis, Raimundo transforma o bar num sucesso. Lá conhece a prostituta Iria (Fabiula Nascimento), com quem pretende casar. Contratado como assistente de cozinheiro por Giovanni (Carlo Briani), dono de um conhecido restaurante italiano da região, Nonato vai se envolver em um crime que o mandará para a prisão. Na cadeia, Nonato tenta emplacar a alcunha de Nonato “Canivete”, mas fica conhecido mesmo é como Alecrim.

    Meu nome não é Johnny


    Carismático, inteligente e engraçado, assim o filme Meu Nome não é Johnny (2008) apresenta João Guilherme Estrella, um típico jovem de classe média carioca, que no início dos anos 90 se tornaria o maior vendedor de drogas da zona sul do Rio de Janeiro. O filme é inspirado no livro homônimo de Guilherme Fiúza e conta a história real de João Guilherme, jovem que tem uma vida tranqüila, pais amorosos e popularidade entre os amigos.

    Não por acaso


    Toda ambientada São Paulo, filmada em ângulos e tomadas espetaculares, o filme enfoca paralelamente o drama de dois personagens. Solitário, metódico e de poucas palavras, esse é o engenheiro de trânsito Enio (Leonardo Medeiros), que se dedica a vigiar e controlar o trânsito da cidade por meio de câmeras. Na outra ponta do enredo encontra-se Pedro (Rodrigo Santoro), um artesão romântico que faz mesas de sinuca e esmera-se na criação de jogadas complexas e de difícil execução, capazes de derrotar seus adversários em torneios de sinuca. Em seus trabalhos ou nas suas relações pessoais, Ênio e Pedro acreditam que podem ter o controle e dominar suas vidas, até que um imprevisto prova o contrário. O filme se alterna entre essas duas histórias com um ponto de intersecção: um acidente de trânsito em que morrem duas mulheres. Uma delas é a ex-mulher de Ênio, Mônica (Graziella Moretto) e a outra é Teresa (Blanca Messina), a namorada de Pedro. O acidente leva os dois protagonistas a vivenciarem o luto e depois a novas relações.

    Árido movie


    Árido Movie (2006) conta a trajetória de Jonas (Guilherme Weber), jornalista e apresentador da meteorologia na TV, que recebe a notícia do assassinato de seu pai (Paulo César Pereio), em Rocha, cidade fictícia do interior de Pernambuco. Lá na sua cidade natal ele encontra uma parte da família que ainda não conhecia e que lhe cobra a vingança da morte do pai. Jonas teve pouquíssimo contato com o pai, pois saiu de Rocha ainda pequeno e foi criado pela mãe (Renata Sorrat) na capital. Os parentes de Jonas, interpretados por Matheus Nachtergaele e Aramis Trindade, estão desconfortáveis com o retorno do primo mimado da capital e envolvem-no numa trama de vingança bem típica do sertão nordestino. Paralela a viagem de Jonas, encontramos os seus amigos da época de faculdade, interpretados por Selton Mello, Mariana Lima e Gustavo Falcão, que também fazem a viagem a Rocha para encontrar e consolar o amigo.

    Tropa de elite


    O Capitão Nascimento quer deixar o batalhão porque o estresse a que é submetido na rotina do BOPE inviabiliza seu projeto pessoal de ser pai do filho que vai chegar a qualquer momento. Mas tem que passar o comando para alguém que, sob sua ótica, esteja tão bem preparado quanto ele. Próximos a esta condição estão Neto e Matias, de personalidades opostas, mas igualmente íntegros e dispostos a fazer um bom trabalho. Capitão Nascimento terá que escolher entre a disposição de Neto para o combate e a cautela de Matias.

    O céu de Suely


    A história é bizarra: depois de ser abandonada pelo namorado, a jovem Hermila decide rifar seu corpo para conseguir dinheiro suficiente para se mudar da cidade de Iguatu, no sertão do Ceará. Com esse argumento, o diretor Karim Aïnouz, consegue fazer um filme interessante sobre a vida de uma pessoa simples, com pouquíssimas perspectivas.

    Muito Gelo e Dois Dedos D’Água


    Mais uma comédia brasileira. Dessa vez a direção é de Daniel Filho. A história de Muito Gelo e Dois Dedos D’Água é bem humor negro: duas netas retornam com a avó a antiga casa de praia para descontar na velha o que sofriam quando eram adolescentes. No caminho encontram o alinhado Renato, um advogado careta (Ângelo Paes Leme) e no caminho fica o marido Francisco, vivido por Thiago Lacerda. No filme trabalham Ailton Graça (como sempre, muito bem obrigado), Mariana Ximenes, Laura Cardoso (mesmo com pouquíssimas falas consegue dar seu recado na trama) e Paloma Duarte (belíssima, por sinal). Há boas cenas de dar boas risadas no decorrer da história. Mas há também muita coisa forçada, que lembra aqueles besteiróis americanos, uns diálogos chatos e uma seqüência de humor escatológico no banheiro.

    Lisbela e o prisioneiro


    Lisbela e o Prisioneiro (2003) é um exemplo de filme nacional de qualidade. Adaptação da peça de Osmar Lins, o filme conta a história da sonhadora Lisbela (Débora Falabella), apaixonada por cinema e noiva de Douglas (Bruno Garcia) um pernambucano almofadinha que fala com um sotaque carioca. O fio condutor do filme é a paixão de Lisbela e Leléu (Selton Mello) um mulherendo que se envolve em muitas confusões depois de um caso com a sensual Inaura (Virginia Cavendish), mulher do pistoleiro Frederico Evandro (Marco Nanine) que, ao descobrir o caso, persegue Leleu a fim de matá-lo.

    Cidade baixa


    As interpretações realistas dão o tom nesse filme que relata um triângulo amoroso vivido por Deco (Lázaro Ramos) e Naldinho (Wagner Moura) e Karinna (Alice Braga). Cidade Baixa é ambientado no bairro de Salvador que dá nome ao filme, onde Deco e Naldinho ganham a vida fazendo fretes e aplicando pequenos golpes a bordo de um barco. A amizade dos dois é colocada em risco quando oferecem uma carona para a jovem Karina, uma prostituta (piriguete) que quer arrumar um "gringo" em Salvador.

    O coronel e lobisomem


    O coronel e lobisomem (2005), com Diogo Vilela, Selton Melo e Ana Paula Arósio, é baseado no livro homônimo de José Cândido de Carvalho (ótimo, por sinal e com muito mais causos, claro), onde o coronel Ponciano de Azeredo Furtado narra sua história fantástica com vocábulos que desenham um Brasil carregado de expressões e de figuras.

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